terça-feira, agosto 21, 2007

Eu também vou reclamar!!

Já que a onda do momento é reclamar
Eu Também Vou Reclamar

De: Raul Seixas & Paulo Coelho

Mas é que se agora
Pra fazer sucesso, pra vender disco
de protesto
Todo mundo tem que reclamar
Eu vou tirar meu pé da estrada
E vou entrar também nessa jogada
E vamos ver agora que é que vai aguentar
Porque eu fui o primeiro
E já passou tanto janeiro
Mas se todos gostam eu vou voltar
Estou trancado aqui no quarto
De pijama porque tem visita estranha
na sala
Aí, eu pego e passo a vista no jornal
Um piloto rouba um "Mig"
Gelo em Marte, diz a "Viking"
Mas no entanto não há galinha em
meu quintal
Compro móveis estofados
Me aposento com saúde
Pela assistência social

Dois problemas se misturam
A verdade do Universo
A prestação que vai vencer
Entro com a garrafa de bebida enrustida
Porque minha mulher não pode ver
Ligo o rádio e ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
Pare o mundo que eu quero descer
Olhos os livros na minha estante
Que nada dizem de importante
Servem só pra quem não sabe ler
E a empregada me bate à porta
Me explicando que está toda torta
E já que não sabe o que vai dar pra mim comer
Falam em nuvens passageiras
Mandam ver qualquer besteira
E eu não tenho nada pra escolher
Apesar dessa voz chata e renitente
Eu não "tô" aqui aqui pra me queixar
E nem sou apenas o cantor
Que eu já passei por Elvis Presley, imitei
Mr. Bob Dylan
Eu já cansei de ver o sol se pôr
Agora eu sou apenas um latino-americano
Que não tem cheiro nem sabor

E as perguntas continuam
Sempre as mesmas, quem eu sou
De onde eu venho
Pra onde eu vou dar
Todo mundo explica tudo
Como a luz acende como um avião
pode voar
A meu lado um dicionário
Cheio de palavras
Que eu sei que nunca vou usar
Mas agora eu também resolvi
Dar uma queixadinha
Porque eu também sou um rapaz
Latino-americano que também sabe se
lamentar
Sendo uma nuvem passageira
Não me leva nem à beira disso tudo
Que eu quero chegar
Fim de papo...

segunda-feira, agosto 20, 2007

Retorno Eterno




Depois de um longo hiato, estamos de volta...

"Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
e que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
e que as lavadeiras estivessem à minha beira...
Quem me dera que fosse os choupos à margem do rio
e tivesse só o céu por cima e a água por baixo...
Quem me dera que fosse o burro do moleiro
e que ele me batesse e me estimasse...
Antes isso que ser o que atravessa a vida
olhando para trás de si e tendo pena..."
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

sexta-feira, março 02, 2007

Eramos felizes e não sabiamos

É engraçado mas aparentemente parece que anos atrás eramos mais autênticos, tinhamos menos vergonhas de nós mesmos. Tinhamos nossas atitudes, as quais eram nossas e pronto, não era uma questão de enquadramento em um estilo.
Não sei se a breguice dos anos 80 permitia tudo, ou se tinhamos menos informações a respeito da "moda" e de como se vestir, agir, viver.. A rapidez da informação do mundo atual, nos roubou a originalidade, se bem que ao mesmo tempo nos permitiu a possibilidade de espalhar nossos pensamentos de uma forma sem barreiras por todo o globo.
Talvez seja a natureza ciclica da vida, que nos faz sermos "como nossos pais", cometermos os mesmo erros e que só nos permite avançar mediante grandes saltos, quebras de paradigmas e pensamentos.
Apenas uma coisa tenho conhecimento: a redea da vida está na mão de cada um e cabe a nós mesmos fazer por onde, fazermos o nosso mundo possivel. Como disse o Pensador, Gabriel: "Muda, pois quando a gente muda, o mundo muda com a gente."

Um video da época em que eramos felizes e faziamos coisas que "inimagináveis"

http://www.youtube.com/watch?v=dpPudNkKir0

quinta-feira, janeiro 25, 2007

"Pornopolítica"


Estes dias estava escutando uns LP´s e escutei essa música. Impressionante como a nossa política, melhor dizendo, nossos políticos, não mudam nunca. A única coisa que mudou é que agora somos roubados escrachadamente e ainda achamos que exercemos nossa cidadania.

É dificil!




Profissionalismo é isso aí

Composição: João Bosco & Aldir Blanc

Era eu e mais dez num pardieiro no Estácio de Sá.
Fazia biscate o dia inteiroPra não desovar
E quanto mais apertava o cinto
Mais magro ficava com as calças caindo
Sem nem pro cigarro, nenhum pra rangar.
Falei com os dez do pardieiro:Do jeito que tá
Com a vida pela hora da morteE vai piorarImposto, inflação cheirando a assalto
Juntamo as família na mesma quadrilha
Nos organizamo pra contra-assaltar.
Fizemo a divisão dos trabalhos:
Mulher - suadouro, trotuá
Pivete - nas missas, nos sinais
Marmanjo - no arrocho, pó, chantagem,
Balão apagado, tudo o que pintar.

E assim reformando o pardieiro.
Penduramo placa no portão:Tiziu, cuspe-grosso e seus irmãos
Agora no ramo atacadista
Convidam pro angu de inauguração.

Refrão: tenteia, tenteia
Com o berro e saliva
Fizemo o pé-de-meia (bis).

Hoje tenho status, mordomo, contatos,
Pertenço à situação
Mas não esqueço os velhos tempos:
Domingo numa solenidade
Uma otoridade me abraçou.
Bati-lhe a carteira, nem notou,
Levou meu relógio e eu nem vi- já não há mais lugar pra amador!

Refrão: tenteia, tenteia
Com o berro e saliva
Fizemo o pé-de-meia (bis).-

ri melhor
Quem ri impune.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

"Cultura"

Um pouco de cultura inútil!!! Pelo menos é melhor do que assistir Big Brother!!

SIGNIFICADO E ORIGEM DE ALGUMAS EXPRESSÕES POPULARES:


- NAS COXAS.-
As primeiras telhas dos telhados nas Casas aqui no Brasil eram feitasde Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram daÁfrica. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhasficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí aexpressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

- VOTO DE MINERVA.
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe.No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva ovoto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, ovoto decisivo.

-CASA DA MÃE JOANA.-
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridadedo Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavamse encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária sechamava Joana.Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase casa da mãeJoana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

-CONTO DO VIGÁRIO.
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente.Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigárioscontariam com a ajuda de Deus, ou melhor, de um burro.O negócio era o seguinte:Colocaram o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria quecaminhar até uma delas.A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa.E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dosvigários havia treinado o burro.Desse modo, conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

-FICAR A VER NAVIOS.
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha deAlcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado.Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte domonarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, emLisboa, para esperar pelo rei.Como ele não voltou, o povo ficava a ver navios.

-NÃO ENTENDO PATAVINAS.
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o quefalavam os frades italianos patavinos,originários de Pádua, ou Padova, sendo assim, não entender patavinasignifica não entender nada.

-DOURAR A PÍLULA.
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, paramelhorar o aspecto do remedinho amargo.A expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

-SEM EIRA NEM BEIRA.
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes queconferiam status ao dono do imóvel.Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura.Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

-O CANTO DO CISNE.
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de morrer.A expressão canto do cisne representaas últimas realizações de alguém.


-CORRIGINDO OS DITOS POPULARES

-Diz-se: Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão...Enquanto o correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão...

-No popular, se diz: Cor de burro quando foge.O correto é: Corro de burro quando foge!

-Outro que no popular todo mundo erra:Quem tem boca vai a RomaO correto é: Quem tem boca vaia Roma

-E ainda:É a cara do pai escarrado e cuspido- quando alguém quer dizer que émuito parecido com outra pessoa.Correto é: É a cara do pai em Carrara esculpido (Carrara é um tipo demármore, extraído da cidade de Carrara -Itália)

-Mais um famoso:Quem não tem cão, caça com gato...O correto é: - Quem não tem cão, caça como gato... Ou seja, sozinho!!

domingo, janeiro 21, 2007

O Avarento - Excelente peça


Neste domingo fui assistir ao "O Avarento", nonagésima peça encenada por Paulo Autran. Sob direção de Felipe Hirsch, com excelente elenco e o texto de Moliére que dispensa comentários, com suas críticas e ironias.


"A peça conta a tragédia do avarento, obcecado por valores superficiais. Em uma caixa enterrada no jardim, além das suas adoradas moedas, Harpagon sufocou também todos seus valores e princípios éticos perdidos. Não consegue enxergar a felicidade tão próxima dele no amor dos filhos e respeito dos amigos. É uma triste figura dominada pelo medo e por uma ambição vazia que o levará à infelicidade e solidão. " (Sinopse extraida do Guia da Semana).

Com certeza vale a pena assistir. Pelo texto, pelo elenco e por Paulo Autran, que realmente é excelente.


Local:
Teatro Cultura Artística - Sala Esther Mesquita
Preço(s): R$ 30,00 a R$ 80,00.
Data(s): 04 de janeiro a 29 de abril.
Horário(s): quinta, sexta e sábado, às 21h, domingo, às 18h.