Desabafos, opiniões, palavras soltas... Enfim, buscando um sentido, passando pelos sentidos, tentando ir além e apenas desfrutar da simples e absurda aventura do viver.
domingo, dezembro 26, 2010
Amor para 2011
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Balancete 2010

Final de ano é hora de programar como será o próximo ano, e uma coisa que gosto muito é rever como foi o ano que se finda.
sexta-feira, dezembro 10, 2010
A puberdade das plantas
Quando ocorrem mudanças de estações freqüentemente se observa um festival de flores, especialmente quando falamos da primavera. É fácil observar que algumas plantas florescem quando há alteração do comprimento do dia e alteração das temperaturas. Esta é uma estratégia das plantas que possibilita que os frutos e as sementes sejam produzidos no período no qual o ambiente apresenta condições favoráveis, particularmente quanto à água e à temperatura.
Tal como nos animais, as plantas passam por um período onde ocorre apenas o crescimento em tamanho, e posteriormente após um período de “puberdade”, elas tornam-se capaz de produzir flores e frutos, tal como uma transição entre a infância e a fase madura. Em algumas plantas esse período de “puberdade” é acompanhado por uma modificação da arquitetura foliar, como no caso da Hera (Hedera helix). Então porque determinadas plantas e especialmente árvores, demoram alguns anos para começarem a produzir flores? O que faz com que ocorra a transição de fase, ou como a planta passa da infância, na qual ela só vegeta, para a vida adulta, na qual produz flores e frutos?
Durante muitos anos, houve grande debate a respeito de um suposto “florígeno”, ou uma substância que seria produzida somente para a indução do florescimento. Na busca por essa resposta, um grupo de pesquisadores espanhóis, holandeses e americanos, publicou um artigo na revista Science de abril de 2010, no qual colocam uma luz sobre esse grande enigma. Este grupo de cientista observou que um gene denominado APETALA 1 (APT1) é o responsável pela indução ao florescimento, integrando o desenvolvimento e os diferentes reguladores de crescimento. Aparentemente o gene AP1 atua reprimindo os genes envolvidos no desenvolvimento vegetativo, estabelecendo o desenvolvimento, de maneira orquestrada, das partes florais, tais como sépala e pétalas.
A planta, como um ser séssil, que não pode se movimentar, apresenta um crescimento indeterminado, ou seja, os órgãos são formados ao longo de todo o desenvolvimento e em resposta a diferentes condições do ambiente. A planta apresenta uma região conhecida como meristemática, na qual as células não apresentam diferenciação de função, servindo como um reservatório para a formação de células com características específicas. A transição de fases necessita de um processo de reprogramação das células meristemáticas, sendo que o gene AP1 permite que as células anteriormente programadas para formação de caules e folhas, passem a produzir flores.
Esta descoberta amplia as possibilidades de produção de flores e frutos em curtos intervalos de tempo, especialmente para árvores. Em árvores no qual o período juvenil seja muito longo - algumas espécies demoram mais de vinte anos para a transição de fase e produção dos primeiros frutos – a futura manipulação na atividade do gene AP1 permitirá a produção de flores e frutos em um curto espaço de tempo, facilitando também o trabalho dos melhoristas vegetais.
Publicado em abril no (http://obviousmag.org/archives/2010/04/genetica_-_a_puberdade_das_plantas.html)
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Retorno eterno
Depois de 2 anos de ausência e uma busca incessante para a recuperação do acesso do blog, estou de volta.