domingo, setembro 04, 2011

A incrível plasticidade vegetal


Tempos atrás uma propaganda veiculada na televisão mostrava uma planta carnívora com problemas digestivos e uma das reclamações da planta é que não tinha pés para sair e buscar um remédio para o estômago (licença poética né pessoal).

E o grande questionamento é: como as plantas fazem quando falta algum nutriente, quando há uma condição de estresse ou há alguma alteração nas condições anteriormente boas?

Como as plantas são organismos sésseis, que não podem se locomover na busca de recursos ou na fuga de condições adversas coube a plasticidade das células vegetais responder a estas adversidades.

As plantas apresentam um desenvolvimento diferenciado dos animais. Quando nascemos todas as estruturas já estão pré formadas, o recém nascido é um adulto em miniatura, requerendo apenas um amadurecimento de seus sistemas. Na planta são estabelecidas apenas as regiões que serão os centros de formação dos demais órgãos. Estas regiões são conhecidas como meristemas. Elas são ricas em células sem diferenciação, sem especialização, que podem dar origem a qualquer órgão vegetal: folha, raiz ou fruto.

A principio todas as células vegetais são totipotentes, ou seja, são capazes de se dividir e dar origem a uma planta completa. Essa é a propriedade buscada por vários pesquisadores que trabalham com células animais uma vez que a partir uma única célula seria possível o desenvolvimento de órgãos específicos.

Uma diferença fundamental entre os vegetais e os animais é a presença de uma parede celular rígida delimitando as células vegetais. Em animais, as células embrionárias podem migrar de um lugar para o outro, resultando no desenvolvimento de órgãos e tecidos contendo células que se desenvolveram em diferentes partes do organismo. Nos vegetais as migrações celulares são impedidas pois existe a lamela média a qual liga firmemente as células adjacentes. Como conseqüência o desenvolvimento vegetal ao contrário do animal, depende exclusivamente dos padrões de divisão e expansão celular.

É a plasticidade, a capacidade das células vegetais em se reprogramarem e se desenvolver de modo diferenciado em resposta ao ambiente, que permitiu a presença de vegetais por todo o globo, e deu "asas e pernas" para buscarem os recursos que necessitavam para o crescimento.

sábado, julho 02, 2011

Atenção na desatenção

- Sinto que minha vida diária não tem importância, que eu deveria estar fazendo algo diferente. Por quê?

- Quando estiver comendo, coma. Quando sair para um passeio, ande. Não diga "eu deveria estar fazendo algo diferente". Quando estiver lendo, dê a isso a sua atenção completa, seja um romance policial, uma revista, a Bíblia, seja o que for. Atenção completa é atenção completa e, portanto, não há essa de "eu deveria estar fazendo algo diferente". Só quando estamos desatentos é que surge o sentimento de "pelo amor de Deus, eu tenho de fazer alguma coisa melhor". Se dá atenção completa quando está comendo, isso é ação. O importante não é o que fazemos, mas se podemos dar a isso total atenção. Por atenção, não quero dizer algo que aprendemos através de concentração na escola ou na empresa, mas observar com nosso corpo, nossos nervos, nossa visão, nossos ouvidos, nossa mente, nosso coração _inteiramente. Se fizermos isso, haverá uma mudança enorme em nossa vida. Algo exigirá toda nossa energia, vitalidade, atenção. A vida exige essa atenção a todo minuto, mas fomos tão treinados em desatenção que procuramos sempre escapar da atenção para a desatenção. Dizemos "como é que vou observar? Eu sou preguiçoso". Seja preguiçoso, mas totalmente atento à preguiça. Seja totalmente atento à desatenção. Saiba que está totalmente desatento. E quando souber que está inteiramente atento à desatenção, estará atento.

Trecho do livro A Humanidade Pode Mudar?, em que o pensador indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986) responde perguntas de estudiosos e adeptos do budismo 

sábado, abril 23, 2011

Sacolas plásticas, Rede Globo e a culpa é sua!!!

Em Belo Horizonte no ultimo dia 18 de abril entrou em vigor a Lei 9.529/2008 que prevê a extinção do uso de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais.
Concordo que nosso lixo é rico em materiais plásticos e principalmente pelas famigeradas sacolinhas, mas a questão é que a sacola é apenas uma sacola. Ela não tem vontade própria e sai andando perdida por aí. Que diga o excelente post do blog Idéias Sustentáveis - (http://drikafarah.blogspot.com/2011/03/eu-sacolinha-por-onde-ando-eu-quero.html?spref=tw)
O ser humano tem a mania de colocar a culpa dos erros nas coisas e não admitir a sua própria. E isso pode ser posto de maneira ampla e praticamente irrestrita.
Os tradicionais brados contra a revista Veja ou a Rede Globo. Não questiono a fato da qualidade e conteúdo mas o fato que existe soluções muito simples para esses reclames. Não compre Veja e não assista Globo! É tão trivial que parece imbecil.
O sujeito reclama da novela mas tem a incapacidade de mudar de canal. Por acaso esta esperando a Globo mudar de canal pra vc???

Então para de reclamar, porque se você não esta sendo parte da solução, então provavelmente não esta ajudando a resolver.

domingo, março 20, 2011

Corridas e outras coisas



Voltei a correr!

A correr literalmente, na rua. Diferente da correria diária do laboratório. E assim como tantas outras coisas, como este blog inclusive, vivo nessa constante luta de manter o ritmo, de não parar pelas metades.

Veremos se consigo minha meta de correr a meia-maratona de Lisboa. E voltar a jogar capoeira, voltar a nadar, voltar para o trapézio, arrumar um emprego, comprar um acordeon e aprender a tocar, aprender a tocar harmônica....

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Alô, Alô ?!?!

Algumas coisas me deixam perplexo e talvez uma das que mais me cause desconforto é a mania que o povo tem em focar o problema ao invés de focar na solução.

Um dos maiores exemplos é a telefonia móvel no Brasil. Pagamos as taxas mais altas pelos serviços e temos, creio eu, um dos piores atendimentos. Pensando rapidamente não consigo lembrar de nenhuma, NENHUMA pessoa que não tenha tido pelo menos um problema com as teles.

Contas que não são nada Claro, ligações nas quais não se consegue nem falar Oi, sinal mais morto do que Vivo. Tudo para você viver sem limites. Sem limites da paciência.

A cereja do bolo é que temos uma agência - ANATEL - que tem como função regulamentar e fiscalizar a operação das telefônicas. Não consigo vislumbrar um panorama onde não existisse essa agência tão eficaz. Você só conseguiria telefonar uma vez por dia? Suas contas viriam multiplicadas como Gremilins?

No site da ANATEL (http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do#) é tido como missão da agência:
 "A missão da Anatel é promover o desenvolvimento das telecomunicações do País de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente infra-estrutura de telecomunicações, capaz de oferecer à sociedade serviços adequados, diversificados e a preços justos, em todo o território nacional."

"...oferecer à sociedade serviços adequados...e a preços justos..." Creio que essa parte ficou apenas na intenção porque a realidade é bem distante disso.

A coroação vem com a criação de um tribunal especial cível apenas para atendimento de problemas relacionados a telefonia móvel. BRILHANTE! Ao invés de fiscalizar e resolver o problema na raiz, não, vamos apenas resolver a situação daqueles que já foram lesados, que ja perderam dias de tranquilidade, que ja perderam compromissos, que foram colocados no SPC sem serem comunicados. Não se previne, não se evita que o erros ocorram, o ônus sempre fica por conta da parte lesada.

Minha esperança é uma mudança na forma de se encarar as coisas e que se busque a resolução dos problemas na sua essência, não a resolução das consequencias do problema. Citei apenas o caso das operadoras de celular mas podemos extrapolar para praticamente todas as esferas de governo - problemas de trânsito, desastres ambientais, entre outros. Enquanto não houver um gerenciamento e uma visão holística dos problemas dificilmente sairemos dessa pendenga eterna.

domingo, fevereiro 06, 2011

Procuro uma mulher

Fazendo uma faxina nos arquivos do pc, eis que me deparo com esse texto (poesia) excelente escrito por Luis Alberto Mendes para a revista Trip no já distante ano de 2007. Obra-prima. Faço minhas, as palavras dele.

Eu procuro uma mulher que não seja louca por novela e que procure comigo as entranhas da realidade de cada momento. Uma companheira para sentir que o mundo é um bom lugar e que vale a pena lutar. Alguém em quem descansar meus olhos e sorrir suavemente. Parceira que me toque com os movimentos de sua existência. Aquela de quem não posso fugir nem um milímetro para dentro de meus olhos, sem que me perceba.
Procuro uma mulher que não seja boba em me querer, porque sabe quem sou e que não deixarei de ser por nada. A quem debitar todos meus créditos e vice-versa, com prazer. Aquela aliada que por existir me faça amar a vida a ponto de querer viver para sempre. Cuja marca transforme a história de meu tempo. Uma mulher que me queira então por inteligência, porque não sabe o que posso fazer de mim.

Uma companheira que não compreenda tudo: a vida, o motivo de tanto sofrimento, mas com quem possa dar boas risadas zombando disso tudo. Assim, de carne, mesmo que tenha osso no pescoço, e não se importe que meu sorriso não tenha 32 dentes. Alguém cheio de dúvidas como eu e que, mesmo por conta disso, jamais exagere sua importância. Faz-se absolutamente necessário que compreenda: após criar alguma coisa, melhoro sensivelmente para a vida. Que, ao sair, deixe uma luz acesa em meus olhos e aquela ternura que entorpece em cada um de meus membros.

A parceira firme como a calha do rio, ciente que as águas jamais serão as mesmas e sempre passarão. Aquela que me escapam as palavras na vã tentativa de conquistar a cada dia. A dona de minha poesia. E cujo sorriso me surpreende sempre a me perguntar em como aquela mulher pode gostar de mim. Alguém de quem eu sinta fome e que me comunique força, muita força para colher temporais que plantei. Uma pessoa que me comunique mobilidade e crescente competência para existir. Gente que me faça sentir encantado com todo esse tumulto que a paixão provoca.

Procuro aquela mulher que mesmo angustiada e mergulhada no desespero de viver, não me procure apenas para fugir. Que não veja em mim apenas o preenchimento do vazio que devora, o insuportável que se obriga a suportar. Alguém que se destaque desse meio sorriso cínico de resignação e deboche que vejo nas pessoas aqui fora. Essa companheira que é fogo e que tem pressa de arder, pois sabe que depois que nascemos, não há mais onde nos esconder.

Quase não acredito que encontre, mas creio que com o calor de minha alma, calarei e consentirei em esperar, mesmo que eternamente.

Composto por Luiz Mendes em 11/08/2007.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Parabéns São Paulo

Hoje São Paulo completa 457 anos.
Vivi em São Paulo durante meu doutorado e no período de 3 anos me apaixonei por essa cidade maluca. Morando em Pinheiros tive a possibilidade de desfrutar do melhor que São Paulo pode oferecer.
São Paulo já foi cantada e declamada por muitos mas talvez Tom Zé seja aquele que mais na essência se aproxima dessa miscelânea maluca que é a cidade, e "Augusta, Angélica e Consolação" seja a música que pontualmente chega ao âmago. Como o próprio Tom Zé diz, um dos versos mais lindos compostos por ele esta nesta canção - "Quando vi que o Largo dos Aflitos, não era assim tão largo pra caber minha aflição"


Augusta, Angélica e Consolação

Tom Zé

Augusta, graças a deus,
Graças a deus,
Entre você e a angélica
Eu encontrei a consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Augusta, que saudade,
Você era vaidosa,
Que saudade,
E gastava o meu dinheiro,
Que saudade,
Com roupas importadas
E outras bobagens.
Angélica, que maldade,
Você sempre me deu bolo,
Que maldade,
E até andava com a roupa,
Que maldade,
Cheirando a consultório médico,
Angélica.
Augusta, graças a deus,
Entre você e a angélica
Eu encontrei a consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Quando eu vi
Que o largo dos aflitos
Não era assim tão largo
Pra caber minha aflição,
Eu fui morar na estação da luz,
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração.




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sábado, janeiro 22, 2011

Vidas de passagem

Para quem vive viajando - seja de ônibus ou avião - acabamos compartilhando obrigatoriamente momentos com pessoas desconhecidas. Por alguns momentos (as vezes por horas e dias) partilhamos não só o destino final da viagem mas a viagem em si. Não falo apenas de viagens para outras cidades ou país, mas das viagens diárias no ônibus para o trabalho.

O ônibus pode estragar, pode acontecer algum acidente, o pneu pode furar. Impreterivelmente, você e o anônimo ao seu lado estarão inexoravelmente partilhando aquele momento. Passageiros da vida, partilhamos momentos com pessoas que mal conhecemos.

Sempre fui um tanto quanto nômade e especialmente nos últimos tempos tenho viajado bastante. Quase sempre acabo por engatar uma boa conversa com meu vizinho de poltrona e confesso que me delicio com as estórias de vida que escuto.
Acho sempre maravilhoso quando saio da bolha acadêmica na qual vivo. Na época do doutorado, achava ótimo ir ao curso de inglês porque tinha contato com pessoas que trabalhavam com coisas completamente diferentes - marceneiro, operador da bolsa, designer de jóias - universos completamente diferentes.

No caso das viagens, a conversa uma vez iniciada acaba por virar um continuo e é interessante como as pessoas acabam por confidenciar algumas coisas. Insatisfações com casamentos, com a vida que levam. Talvez pelo fato do momento efêmero da passagem no  ônibus e que não haver o risco de julgamentos e deliberações, ou seja, não ficaram ouvindo sermão.

Já conheci agente da inteligência da polícia federal, que me ensinou a descobrir quando uma mulher gosta realmente de mim (táticas infalíveis!), um ex-careca com um implante perfeito, uma empresária bem sucedida que não tem tempo para aproveitar o dinheiro que ganha, um piloto de caça da aeronáutica brasileira, e uma ex garota de programa casada com um sueco (essa tinha estória!)

O gostoso desses momentos é justamente essa abertura, essa transparência. Afinal a vida seria muito mais interessante se vivêssemos aproveitando nossa vida, com respeito aos outros, mas sem preocupação com o julgamento alheio. No fim as coisas não são difíceis, nós é que gostamos de complicar

sexta-feira, janeiro 07, 2011

A saga dos concursos docentes (ou indecentes)

Rumo a mais um concurso para a vaga de docência no ensino superior.

Sinceramente acho que o quadrinho abaixo representa muito o que sinto


Mas vamos lá.

"All in all it's just another brick in the wall"

quarta-feira, janeiro 05, 2011

A nada mole vida das plantas

Após a repostagem da "Puberdade das plantas" fiquei com vontade de iniciar uma série sobre fisiologia vegetal. Pretendo escrever pelo menos quinzenalmente a respeito de alguns pontos da fisiologia vegetal de um modo mais leve e contextualizado com o dia dia.

O estresse é interpretado como um fator advindo do estilo de vida do homem moderno. Dificilmente quando alguém pensa em uma situação de estresse irá pensar em uma paisagem de campo ou em plantas. Porém as plantas convivem rotineiramente como uma vida tão, ou mais, estressante quanto a vida das grandes cidades.

O estresse pode ser considerado como um desvio significativo das condições ótimas para a vida, e induz a mudanças e respostas em todos os níveis funcionais do organismo, as quais são reversiveis a princípio, mas podem se tornar permanentes.

As plantas estão frequentemente expostas a condições de estresse ambiental, afinal elas não podem se locomover na busca de condições mais propícias.

Alguns fatores podem ser tornar estressantes em poucos minutos, como a temperatura do ar; enquanto outros como o conteúdo de água no solo, podem levar dias ou semanas para se manifestar. Mesmo nos locais onde as condições são constantemente favoráveis para a maioria das plantas, tal como em uma densa floresta, a exuberância da vegetação representa uma desvantagem para alguns membros da comunidade. Não há um local totalmente livre de estresse; o estresse moderado deve ser considerado como uma situação normal da vida e não como um estado excepcional.

O estresse desempenha um papel importante na determinação de como o solo e o clima limitam a distribuição das espécies vegetais. As condições ambientais de um local irão permitir que apenas as espécies que apresentam modificações adaptativas para aquelas condições possam se desenvolver.

Como resposta ao estresse podem ocorrer modificações de aclimatação ou de adaptação. Se a tolerância a um estresse aumenta como conseqüência de uma exposição anterior a esse estresse, diz-se que a planta esta aclimatada. A adaptação refere-se a um nível de resistência geneticamente determinado, adquirido por um processo de seleção durante muitas gerações. A adaptação e a aclimatação resultam de eventos integrados que ocorrem em todos os níveis de organização, desde o anatômico e morfológico até o celular, bioquímico e molecular.

Frequentemente existe uma boa correlação entre a intensidade do fator de estresse e a resposta induzida. Todo órgão da planta é afetado pelo estresse, mesmo se apenas uma parte limitada da planta foi inicialmente envolvida. A coordenação da resposta de estresse no corpo da planta é realizada pelas substâncias de crescimento, semelhantes aos hormônios nos animais.

As plantas podem evitar as condições de estresse seja espacialmente germinando apenas em ambientes adequados, ou temporalmente por meio da promoção de crescimento durante o período que apresenta condições favoráveis.


Estresse hídrico

Talvez a condição de estresse para as plantas, mais corriqueira e mais facilmente entendível é o estresse hídrico. O deficit hídrico pode ser entendido como a pouca disponibilidade de água no estado apropriado a planta. Esta situação pode ocorrer devido a uma variedade de razões, como a intensa evaporação, água ligada osmoticamente aos solos salinos ou devido ao congelamento do solo. Dessa forma, as estratégias de resistência a seca variam com as condições ambientais.

A primeira e mais sensível resposta ao déficit hídrico é a diminuição da turgescência (a planta murcha) e, associada a esse evento, a diminuição do processo de crescimento. A diminuição da área foliar pela queda das folhas é uma resposta precoce ao déficit hídrico. O ajustamento da área foliar é uma mudança importante a longo prazo, que beneficia a adequação da planta a um ambiente com limitação hídrica, uma vez que os estômatos – responsáveis pela liberação do vapor d’agua na planta – encontram-se predominantemente nas folhas.

O déficit hídrico acentua o aprofundamento das raízes, sendo considerado a segunda linha de defesa contra a seca. O aprofundamento das raízes ocorre em virtude de um maior direcionamento de assimilados (açucares em geral), uma vez que a inibição da expansão foliar reduz o consumo de carbono e energia. A redução da área foliar e o aprofundamento das raízes são estratégias durante a desidratação lenta e a longo prazo. 

Quando o começo do estresse é mais rápido ou a planta alcançou sua área foliar plena antes de iniciar o estresse, outras respostas protegem contra a desidratação imediata. 

O fechamento estomático pode ser considerado a terceira linha de defesa contra a seca. A maior limitação provocada pelo estresse hídrico à fotossíntese refere-se a menor concentração de CO2 disponível promovido pelo fechamento dos estômatos levando ao “paradoxo dos poros”, onde se busca maximizar a entrada de CO2 e minimizar a saída de água.

As alterações adaptativas, ou seja, aqueles que estão presente no genoma da planta, podem ocorrer via o aumento no depósito de cera sobre a superfície celular, presença de tricomas brancos e claros, deposição de sais, e estômatos localizados em criptas ou em depressões.

Então na próxima vez em que você se refrescar no ar condicionando no calor do meio-dia ou se deliciar com um copo d’agua gelado , lembre-se que as plantas em geral estarão passando por um momento de grande estresse.